einstein (São Paulo). 01/jun/2015;13(2):243-8.

Análise epidemiológica, de hábitos de vida e de fatores psicossociais de pacientes com dorsolombalgia em unidade de pronto atendimento ortopédico

Alberto Ofenhejm Gotfryd, Edgar Santiago Valesin Filho, Dan Carai Maia Viola, Mario Lenza, Joselito Adriano da Silva, Angélica Santos Emi, Raylton Tomiosso, Carla de Azevedo Piccinato, Eliane Antonioli, Mario Ferretti

DOI: 10.1590/S1679-45082015AO3320

RESUMO
Objetivo:
Correlacionar dados epidemiológicos, hábitos de vida e fatores psicossociais como preditivos para manifestação clínica de dorsolombalgia em pacientes atendidos no setor de urgências ortopédicas de hospital terciário brasileiro, além de avaliar o interesse em participar de programa hipotético para reabilitação física.
Métodos:
Trata-se de estudo observacional do tipo transversal. Foram avaliados 210 pacientes provenientes do pronto atendimento de um hospital terciário, com queixa predominante de dor nas costas. Foram utilizados: questionários epidemiológicos do tipo múltipla escolha desenvolvidos para o presente estudo; questionário Oswestry para incapacidade física; e escala Hospital Anxiety and Depression Scale (HAD). As análises dos dados foram realizadas por meio do programa SAS – Statistical Analysis System (SAS Institute, 2001). Os cálculos foram realizados com as funções Proc MEANS e Proc Freq do SAS.
Resultados:
A média de idade foi de 39,1 anos e não houve predominância entre os gêneros. A atividade laborativa mais frequente foi a administrativa (65,2% dos casos). Observou-se índice de massa corporal médio de 26,0, que indicou sobrepeso. A maioria (83,3%) dos pacientes apresentou baixa incapacidade física (Oswestry de 0 – 40%). O número de visitas nos 6 meses anteriores (p=0,04) e os escores de ansiedade e depressão (p=0,05), isoladamente, tiveram correlação com a incapacidade física. A maioria dos pacientes (77%) aceitaria participar de programa hipotético de reabilitação física para prevenção de dores nas costas..
Conclusão:
Os pacientes com queixa de dorsolombalgia foram, predominantemente, adultos jovens, sedentários ou hipoativos, com sobrepeso e com queixas recorrentes dos sintomas. A maioria dos participantes apresentou baixa incapacidade física e aceitaria participar de programa hipotético de reabilitação física para a prevenção de dores nas costas.

Análise epidemiológica, de hábitos de vida e de fatores psicossociais de pacientes com dorsolombalgia em unidade de pronto atendimento ortopédico

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