einstein (São Paulo). 15/jun/2018;16(2):eAO4155.

Análise da percepção do câncer por idosos

Isaac Felipe Leite Braz, Raquel Andresa Duarte Gomes, Mariele Silva de Azevedo, Francisco das Chagas Marison Alves, Danilo Silveira Seabra, Francisco Pignataro Lima, Joabe dos Santos Pereira

DOI: 10.1590/S1679-45082018AO4155

RESUMO

Objetivo

Analisar a percepção do câncer pela população idosa, correlacionando os dados obtidos com as variáveis clínicas de sexo, idade e histórico pessoal de câncer.

Métodos

A amostra foi composta por 300 idosos, sendo 174 (58%) do sexo feminino. Foi aplicado um questionário de dez questões baseado no Health Information National Trends Survey, com questões relacionadas à percepção do câncer. Para a análise estatística, o valor de p<0,05 foi considerado significativo.

Resultados

Indivíduos com idade acima de 80 anos demonstram chance maior de acreditar que os exames regulares podem identificar o câncer em estágios iniciais, se comparados aos idosos com menos idade (OR: 0,103; IC95%: 0,021-0,499; p=0,005). Os idosos que tiveram câncer exibiram chances maiores de acreditar que poucas pessoas sobrevivem ao câncer, em relação àquelas que nunca tiveram a doença (OR: 0,379; IC95%: 0,167-0,858; p=0,02). Todos os pacientes com histórico positivo de câncer revelaram acreditar que o câncer detectado cedo pode ser curado.

Conclusão

Idosos com ≥80 anos acreditam nos exames regulares como forma de descobrir a doença no início, provavelmente pela maior frequência de orientações médicas. Indivíduos que tiveram câncer acreditam que poucas pessoas sobrevivem à doença, talvez pelas experiências negativas que vivenciaram. Por exibir mais chances de percepções fatalistas, este grupo se configura como alvo em potencial para abordagens educativas acerca do câncer.

Análise da percepção do câncer por idosos

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