einstein (São Paulo). 01/out/2017;15(4):7-10.

Políticas públicas de saúde e a evidência científica

Wanderley Marques Bernardo

DOI: 10.1590/S1679-45082017ED4314

Os pacientes são os mesmos em todo o mundo. A evidência é a mesma em todo o mundo. No entanto, as políticas assistenciais não são as mesmas. E isto, além de incompreensível, é inaceitável, pois não há evidência diferente para atenção pública e privada; não é uma questão capitalista ou socialista de presença ou distribuição de dinheiro; é combate ao capitalismo consumista, mentiroso e voraz, estimulante do “roubo” lícito; é uma questão de equidade e ética; onde há garantia constitucional; onde fazer é fazer o certo, o tempo todo e para todos; onde não se libera e se proíbe, ao mesmo tempo; onde tudo começa na padronização; onde não há espaço para a futilidade; onde se proíbem excessos; onde não se orienta apenas o que fazer, mas também o que não fazer; onde o paciente não é meio, mas fim; onde se combate a variação pelo VALOR; e onde o conceito de VALOR considera custo, mas também considera benefício e dano.()

Porém, como é possível não usar a evidência nas políticas de saúde? Uma vez que a evidência define o que é necessário e o que é supérfluo; fornece opções de benefício equivalente e condutas proibitivas para o uso; informa sobre a quantidade estimada de benefício e dano, e sobre a adoção de condutas novas sem benefício; define o conceito de valor e o uso do dinheiro com discernimento; conduz o mercado à sua função e a mídia à crítica apropriada; orienta prioridades e estratégias; reduz variação na prática e conflitos; e equilibra interesses.()

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Políticas públicas de saúde e a evidência científica

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