einstein (São Paulo). 01/set/2010;8(3):368-75.

Efeitos do álcool no recém-nascido

Maria dos Anjos Mesquita

DOI: 10.1590/s1679-45082010rw1624

RESUMO
O objetivo deste artigo foi o de apresentar uma revisão atualizada sobre as repercussões do consumo de álcool pela gestante no recém-nascido, abordando definições, prevalência, fisiopatologia, características clínicas, critérios diagnósticos, seguimento, tratamento e prevenção. O método usado para a elaboração deste artigo foi o levantamento bibliográfico da literatura médica por meio de busca na base de dados Medline, LILACS e na plataforma SciELO usando-se os termos: “feto”, “recém-nascido”, “gestante”, “álcool”, “alcoolismo”, “síndrome alcoólica fetal” e “transtornos relacionados ao uso de álcool”, abrangendo o período de 2000 a 2009, nos idiomas português e inglês. Concluiu-se que os efeitos do álcool no recém-nascido, consequentes do consumo dessa droga pelas gestantes, são extremamente graves e frequentes, representando um importante problema de Saúde Pública mundial. O espectro de desordens fetais alcoólicas leva a prejuízos individuais, para a sua família e para toda a sociedade. Apesar disso, a dificuldade do seu diagnóstico e a inexperiência dos profissionais de saúde faz com que o espectro dessas lesões seja pouco lembrado e até desconhecido. As lesões causadas pela ação do álcool no concepto são totalmente prevenidas se a gestante não consumir bebidas alcoólicas durante a gestação. Assim, é fundamental a detecção das mulheres consumidoras de álcool durante a gravidez e o desenvolvimento de programas específicos de alerta sobre as consequências do álcool durante a gestação e amamentação.

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