einstein (São Paulo). 18/nov/2014;12(4):518-23.

Devemos tratar febre em doentes graves? Resumo da evidência atual de três ensaios clínicos randomizados

Ary Serpa Neto, Victor Galvão Moura Pereira, Giancarlo Colombo, Farah Christina de la Cruz Scarin, Camila Menezes Souza Pessoa, Leonardo Lima Rocha

DOI: 10.1590/S1679-45082014RW2785

A febre é uma resposta não específica a vários tipos de insultos, de origem infecciosa ou não, e sua importância em doenças continua a ser um enigma. Nosso objetivo foi resumir a evidência atual para o uso de antipiréticos em pacientes graves. Foram realizadas revisão sistemática e meta-análise de publicações entre 1966 e 2013. As bases de dados MEDLINE e CENTRAL foram pesquisadas para estudos sobre antipirese em pacientes graves. A meta-análise restringiu-se a ensaios clínicos randomizados em humanos adultos; pacientes graves; tratamento com antipiréticos em um braço contra placebo ou não tratamento no outro; e dados sobre mortalidade. Os desfechos avaliados foram: mortalidade geral na unidade de terapia intensiva, mudança de temperatura e tempo de internação na unidade de terapia intensiva e no hospital. Três ensaios clínicos randomizados com 320 participantes foram incluídos. Os pacientes tratados com antipiréticos tiveram mortalidade na unidade de terapia intensiva semelhante aos controles (razão de risco de 0,91, com intervalo de confiança de 95% de 0,65-1,28). A única diferença observada foi uma diminuição na temperatura após 24 horas em pacientes tratados com antipiréticos (-1,70±0,40 x – 0,56±0,25ºC; p=0,014). Não houve diferença entre tratar ou não a febre em pacientes graves.

Devemos tratar febre em doentes graves? Resumo da evidência atual de três ensaios clínicos randomizados

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