Detecção de câncer: marcadores no sangue

Um grupo de pesquisadores da John Hopkins, com colaboradores internacionais, analisou 1.005 pacientes com cânceres não metastáticos e os comparou com 812 controles positivos. Este grupo demonstrou que, juntando um painel de 16 gens, compreendendo 61 amplicons, ao procurar por mutações associadas a câncer no DNA presente no plasma, ao lado da análise de oito marcadores já conhecidos, proteínas que estão em nível aumentado quando a pessoa tem câncer, é possível estabelecer um algoritmo que prevê se a pessoa tem câncer e o local da doença. Para alguns cânceres, os resultados são surpreendentes: quase 100% dos cânceres de colo e reto e 87% dos cânceres de pâncreas são diagnosticáveis usando este algoritmo. As mutações detectadas dizem que há câncer, e as proteínas qualificam seu local. Entre os 812 indivíduos aparentemente sem câncer, 7 mostraram alterações, e os autores os classificam como “por enquanto sem câncer detectado”. Este tipo de estudo pode ser feito por custo relativamente baixo: os autores do artigo calculam que um teste saia por menos de US$500,00. Outros marcadores,  se acrescentados ao algoritmo, poderiam deixar o teste ainda mais preciso e com valor preditivo negativo – que é o dado mais importante – ainda melhor.

 

Cohen JD, Li L, Wang Y, Thoburn C, Afsari R, Danilova L, et al. Detection and localization of surgically resectable cancers with a multi-analyte blood test. Science. 2018:359(6378):926-30.doi: 10.1126/science.aar3247.

Detecção de câncer: marcadores no sangue

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